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Qual é a sua moto?

Qual é a sua moto?

Motos que queremos ver no Salão Duas Rodas

Imagem retirada de https://conteudo.imguol.com.br/blogs/36/files/2017/08/576ESPECIAL_SALAO_DUAS_RODAS_GERAL-1024x683.jpg Imagem retirada de https://conteudo.imguol.com.br/blogs/36/files/2017/08/576ESPECIAL_SALAO_DUAS_RODAS_GERAL-1024x683.jpg

Faltam apenas 70 dias para iniciar o Salão Duas Rodas 2017, maior evento do segmento da América Latina, e ele tem uma meta: receber mais de 260 mil visitantes nos seis dias de realização. A atividade acontecerá entre 14 e 19 de novembro, no espaço São Paulo Expo, na capital paulista, e a organização já adiantou a informação de que haverá mais de 500 motos expostas, de todas as marcas presentes no mercado brasileiro – felizmente, a lista é grande: BMW Motorrad; Dafra; Ducati; Harley-Davidson; Haojue; Honda; Indian; Kawasaki; KTM; Kymco; Royal Enfield; Suzuki; Triumph; Yamaha. Estamos ansiosos.

O Salão Duas Rodas compreende uma série de atrações, como espaço exclusivo para test-ride de motos, estúdio de tatuagem da Tattoo You, Arena Life Style com a presença de ícones do motociclismo e exibições de freestyle de motocross… além de, claro, lançamentos de motos – e é isso o que mais interessa e move o imaginário de todos. Maior player dentre as montadoras do País, a Honda já adiantou que “os visitantes conhecerão lançamentos que vamos mostrar apenas no evento” (palavras de Odair Junior, gerente de marketing) deixando claro que vem novidades por aí. Mas o que será que veremos no salão?
Lançamentos de motos que esperamos ver no Salão Duas Rodas 2017

Nova Yamaha YS Fazer 250: Quando lançada no mercado brasileiro, em 2005, causou um verdadeiro alvoroço por ser a primeira motocicleta de baixa cilindrada a empregar injeção eletrônica no País, mas hoje o modelo carece de atualizações. Em 2010 a Yamaha apresentou sua segunda geração, com importantes novidades, como design, painel digital, lanterna traseira em LED e freio a disco na roda traseira, e em 2016 chegou um novo facelift. Neste meio tempo, também chegou a adoção do sistema bi-combustível. Já o conjunto mecânico, especialmente o motor, não recebeu atualizações significativas nestes 12 anos de produção.

Este breve histórico do modelo para contextualizar a muitíssimo provável apresentação da nova Fazer 250. Recebemos informações extra oficiais de integrantes da marca que a Yamaha apresentará o novo modelo no Salão, apesar de não fornecer dados mais específicos sobre como esta moto será. Provavelmente, teremos algo muito parecido com a FZ 250 comercializada na Ásia, que usa a mesma plataforma da YS brasileira (em janeiro publicamos uma reportagem sobre a apresentação da  FZ 250 na Índia), o que significa um design mais agressivo e similar ao da família MT – porém, o mesmo motor monocilíndrico, SOHC, de praticamente 21 cv.

Yamaha T7, conceito que reinventa a família Ténéré: Apresentado no EICMA (Salão de Milão) de 2016 como um conceito, a Yamaha já confirmou que a moto voltará ao evento italiano neste ano como um anúncio oficial. Construído para honrar e manter ‘o lendário espírito aventureiro da Ténéré’ (fazendo referência a XT 600 Z dos anos 1980), o modelo está exercendo “um papel importante no desenvolvimento da próxima geração de aventureiras da Yamaha”, segundo a marca. Na Europa, ela iniciará suas vendas já no primeiro semestre de 2018.

Lançar a Yamaha T7 na Europa no início de novembro (o EICMA ocorre de 9 a 12) e apresentar ela no Brasil na semana seguinte (o Salão Duas Rodas vai de 12 a 19 de novembro) seria, no mínimo, muito ousado – e levaria os fãs brasileiros ao delírio. Por isso é pouco provável que ocorra, mas estamos torcendo por esta possibilidade. A T7 marca o início de uma nova era nas aventureiras da Yamaha e emprega o excelente motor de dois cilindros da MT-07, trabalhando com um sistema de exaustão Akrapovič. O tanque de combustível é de alumínio, a suspensão dianteira é KYB e seu farol de LED tem 4 projetores. É provável que a marca faça alterações no visual do modelo para seu lançamento ao varejo, passando uma mensagem menos agressiva que a do conceito.

KTM 390 DUKE: Em 2015 anunciamos a chegada da KTM 390 Duke no Brasil, famosa por conciliar baixo peso e um motor de um cilindro e 44 cv – mas de lá pra cá não surgiram mais novidades no Brasil. Porém, o modelo foi repaginado no ano passado e apresentado ao mundo pela KTM no Salão de Milão. Após, em maio de 2017, o braço tupiniquim da marca lançou uma ‘edição especial’ do modelo vendido aqui (ainda 2015) que nos soou como uma ‘queima de estoque’, talvez esvaziando as prateleiras enquanto se trabalha a chegada do novo modelo.

Portanto, tudo indica que a nova KTM 390 DUKE será apresentada no Salão Duas Rodas 2017. De fato, é uma nova moto, com outro painel de instrumentos (mas também totalmente digital), conjunto de iluminação – totalmente em LED – e freios com disco maior na traseira (de 300 para 320 mm). As suspensões e chassi também são inéditos, assim como as carenagens, grafismos e escapamento. O assento está mais alto, distante 830 mm do solo, e o tanque passou de 11 para 13,5 litros. O motor está com um pouco mais de torque. Resumindo, é um novo modelo.

BMW G 310 GS: Mais uma da lista ‘muito provavelmente veremos no Salão Duas Rodas’, a G 310 GS também foi exibida em “Avant-Première” no Salão de Milão do ano passado. Ela é irmã da G 310 R, primeiro modelo com menos de 500 cc produzido pela BMW Motorrad e que já está à venda no Brasil, e também já foi anunciada oficialmente para nosso País. Em uma nova gama de motos on-off road de baixa cilindrada (que também terá a Kawasaky Versys 300), a BMWzinha  segue o padrão da família GS, onde a versatilidade é um dos principais atributos, com agilidade para o trânsito urbano e robustez para o uso no fora-de-estrada. O design está ligado a motos maiores (como F 800 GS e R 1200 GS), sua roda dianteira é de 19 polegadas e o motor é o mesmo da irmã naked – um monocilíndrico de refrigeração líquida, de 313 cc (80,0 mm x 62,1 mm), com quatro válvulas e dois eixos de comando, que gera 34 cv a 9.500 rpm e um torque máximo de 2,9 kgf.m a 7.500 rpm, para empurrar os 169,5 kg da moto.

Kawasaki Verys 300: Ela já está confirmada para o mercado brasileiro no segundo semestre e não quer dar vida fácil à BMW G 310 GS. A Versys 300 chegou primeiro à Asia (onde foi apresentada como Versys-X 300) e completa a família peso-leve da marca japonesa, composta também por Z300 e Ninja 300. A moto vem equipada com o mesmo motor de dois cilindros paralelos das irmãs, um DOHC, 8 válvulas, de exatos 296 cm³ e arrefecido a líquido, que oferece 39 cv de potência a 11.000 rpm – conjunto que recebeu diversas melhorias para resultar em mais força em baixo e médio giros. Com caráter aventureiro, a crossover Versys tem tanque com capacidade para 17 litros, banco único e em dois níveis, rodas raiadas e posição de pilotagem confortável, digna de uma trail, oferecendo um convite para viajar.
Kawasaki Verys 300 completa a família peso-leve da marca japonesa e promete agradar os aventureiros que sentem falta de um pouco de motor e tecnologia nas atuais opções do mercado, Honda XRE 300 e Yamaha XTZ 250 Tenere

Dafra Apache 200: Em meados de maio uma moto diferente foi flagrada em ruas de São Paulo e as suspeitas indicaram que seria a nova Apache 200. Diante dos burburinhos, a Dafra se pronunciou dizendo que fortaleceu sua parceria com a indiana TVS (grande marca asiática de baixa cilindrada, com a qual a BMW se uniu para produzir a G 310 R) e que está programando um lançamento para o segundo semestre, a ser apresentado no Salão Duas Rodas – mas que não seria necessariamente a nova 200. Mesmo assim. ao que tudo indica vem sim por aí uma nova Apache.

A única naked da Dafra hoje é a Next 250, uma vez que a Apache 150, em produção desde 2009, não está mais no catálogo da marca. A Apache 200 indiana tem um design moderno e moderadamente agressivo, com belo conjunto de iluminação, traseira com banco em dois níveis e aletas laterais. O motor é um monocilíndrico refrigerado a ar, com quatro válvulas e que gera potência na casa dos 21 cv – muito próximo a potência da Yamaha Fazer 250. Desta forma, se posicionaria no mercado entre as urbanas de 150 – 160 cilindradas (como Fazer 150 e Titan 160) e nakeds de 250 cc, como KTM 200 Duke, Honda CB Twister, Yamaha Fazer 250 e a própria Dafra Next 250 (outra que necessita de atualização).

Kawasaki Z 900: Mais uma representante da lendária família Z, a Z900 também foi apresentada no Salão de Milão do ano passado e ainda não chegou aqui, diferente da Z650 que foi apresentada no EICMA e já está disponível nas concessionárias brasileiras. Portanto, cremos que a Kawa irá lançar sua nova moto de alta cilindrada em São Paulo, em novembro. Nervosa, a Z900 chega para aposentar a Z800 europeia e herdou o propulsor da irmã maior, a Z1000, se tratando de um tetracilindrico de 948cc que gera potência máxima de 125,3cv. O conjunto do modelo pesa 210kg, contando com garfo invertido na suspensão dianteira e conjunto de freios com pinças de 300 mm e ABS. O quadro em treliça, inspirado no da H2R, pesa somente 13,5 kg.

Honda 500 Rebel: A Honda está se esforçando para fazer mistério quanto aos lançamentos que trará ao mercado nacional. Atualmente, algumas das motos que compões seu lineup mereciam uma atualização, como a XRE 300, praticamente inalterada desde seu ingresso no mercado, em 2009. Mas e se a marca resolvesse também entrar no segmento das clássicas, talvez o mais aquecido no Brasil neste momento? Nós adoraríamos.

Só em 2017 tivemos uma série de novidades aterrissando no País, como as clássicas Triumph Bonneville Bobber, três modelos da indiana/inglesa Royal Enfield e as italianas SWM, que ainda não estão sendo vendidas de fato por aqui. Neste mesmo segmento a Honda já possui (em países como os Estados Unidos) a Rebel 500, e talvez fosse um bom momento para anunciar a moto em nosso mercado. A Rebel é uma clássica com desenho minimalista e inspiração bobber que compartilha a mesma engenharia da ‘nossa’ conhecida família 500: CB 500F, CB 500X e CBR 500R – o que certamente diminuiria os custos caso a Honda trouxesse também este modelo para cá.

fonte: Moto Online, escrita por Guilherme de Souza