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Qual é a sua moto?

Qual é a sua moto?

Mercado de motos para de cair, finalmente. E scooters são nova tendência

Imagem meramente ilustrativa, retirada de http://i.ndtvimg.com/i/2015-03/yamaha-ray_678x352_71427282282.jpg Imagem meramente ilustrativa, retirada de http://i.ndtvimg.com/i/2015-03/yamaha-ray_678x352_71427282282.jpg

As vendas do primeiro trimestre de 2017 indicam que o mercado da motocicleta no Brasil parou de afundar. É o que dizem os números da Abraciclo, a entidade dos fabricantes de motocicletas no Brasil, que recentemente divulgou dados relativos aos três primeiros meses deste ano.

A comparação com o mesmo período do ano passado indica ínfimo crescimento de 0,2%, que representa exatas 448 unidades a mais. É um nadinha, mas para um setor que amargava perdas sobre perdas, o simples fato do número ser positivo já é motivo de festa.

Este sinal de recuperação, porém, não ilude: executivos do setor acreditam que vai demorar pelo menos cinco anos para termos cifras semelhantes às do ano do recorde de vendas do mercado de motos no Brasil, 2011.

Para efeito de comparação, nos três primeiros meses deste ano foram vendidas 215.820 unidades, contra as 503.647 do primeiro trimestre de 2011, uma diferença de cerca 43% para menos.

A locomotiva-mór do mercado, o segmento das utilitárias -- motonetas e motocicletinhas de até 150 cc -- depende fundamentalmente da venda à prestação. Se antes o crédito fácil permitia a milhares de pessoas tornar o sonho da primeira moto realidade, atualmente a seletividade na concessão de financiamento associada à grana curta e ao espectro do desemprego tornou as coisas bem mais difíceis.

Sem os bancos apoiando financiamentos, o consórcio voltou a ser um canal de vendas prioritário, mas nem mesmo tal recurso consegue transformar a realidade, que é o empobrecimento generalizado da clientela. Sem clientes em quantidade, a indústria tem que garimpar seu futuro através de outras estratégias, como a diversificação e qualificação.