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Qual é a sua moto?

Qual é a sua moto?

BMW G 310 R: primeiras impressões

Imagem: Marcelo Brandt / G1) Imagem: Marcelo Brandt / G1)

Será que a BMW de baixa cilindrada continua sendo uma BMW? Depois de avaliar a G 310 R, primeira moto da montadora alemã neste segmento, a resposta é sim, mas em uma escala completamente diferente.

Vendida por R$ 21.900 e com freios ABS de série, a moto é montada em Manaus com as peças vindas da Índia, onde é produzida em parceria com a TVS. Ela chega para competir entre as “urbanas premium”.

Acabamento e performance continuam no nível esperado, mas a marca teve que se adaptar ao novo território que explora. Além de ser a de menor cilindrada da marca, o modelos custa metade do preço de uma F 800 R ou F 800 GS, modelos mais baratos da empresa até então.

A G 310 R está alguns degraus acima em desempenho e preço comparado a Honda CB Twister e Yamaha Fazer 250, por exemplo.

Entre as concorrentes diretas estão KTM 390 Duke, Kawasaki Z300 e a líder deste nicho, a Yamaha MT-03, que emplacou mais de 600 unidades por mês neste ano, de acordo com a associação das concessionárias (Fenabrave).

A BMW não fala quantas unidades pretende vender da G 310 R, e também da G 310 GS, versão aventureira que será a próxima de sua linha de baixa cilindrada a ser vendida no mercado brasileiro.

No entanto, a chegada das motos foi um impulso para a empresa abrir sua própria linha de montagem em Manaus, com capacidade para até 10 mil unidades por ano.

As diferenças
A KTM, por outro lado, também com um monocilíndrico, aposta em um conjunto mais esportivo, tanto no comportamento, como na ergonomia mais agressiva. Para completar, a CB 500F é uma opção de maior cilindrada, com motor de 2 cilindros, mas também compete com as motos menores por causa do seu preço.

Motor é ‘nervosinho’ e vibra bastante
Com 313 cc de cilindrada, o motor rende 34 cavalos de potência a 9.200 rpm. Ele tem injeção eletrônica, refrigeração líquida e está posicionado de maneira diferente da maioria dos motos, permitindo a saída do escape por sua parte traseira.

Quase nenhuma moto é assim, o mais comum é o escape sair pela frente do motor e dar a volta por baixo dele até chegra a traseira.

De acordo com a BMW, isso torna o processo de entrada e saída de gases mais natural, ajudando na economia e também melhorando a vibração.

Isso atrapalha um pouco para viagens longas. O melhor local de uso da moto é em estradas sinuosas, onde, mantendo o giro acima dos 5.000 rpm, é possível tirar toda força do motor, que tem arrancadas contundentes e boas retomadas.

Câmbio
Também não são necessárias muitas reduções de marchas, já que o torque do motor permite deixar a moto em marchas altas mesmo em baixas velocidades. O câmbio tem engates firmes, mas nada que atrapalhe.

A unidade avaliada estava com folga na embreagem, o que deixou o engate extremamente duro e incômodo. Em outra unidade, que estava bem regulada, o problema nas trocas de marchas não se repetiu.

Parece moto grande
O principal comentário sobre a G 310 R nas ruas foi: "Nossa, parece uma moto grande!". Realmente, com muitas carenagens ao redor do tanque e a robusta suspensão dianteira do tipo invertida, a impressão é de se tratar de uma moto de maior cilindrada.

O monoamortecedor traseiro possui regulagem de pré-carga, sendo necessário uso de uma chave especial que fica num estojinho embaixo do banco.

Apesar de ter as pedaleiras recuadas, para passar a esportividade de uma "naked", a G 310 R recebe bem o motociclista, proporcionando posição relaxada para os braços, além de encaixe confortável para a moto ao redor do tanque.

Mas, ao entrar em movimento, a pequena BMW mostra mais agilidade do que suas irmãs mais pesadas, além de uma grande facilidade para trocas de direção rápidas. A impressão é que o chassi da moto aguentaria um motor mais forte, devido à boa estabilidade em curvas e frenagens.

O sistema de freio conta com o ABS de série e não tem reações muito fortes. Requer um pouco mais de força em frenagens bruscas, o que está de acordo com este segmento.

Vai vender bem?
Preço e conjunto para ser um sucesso a G 310 R tem, mas a própria BMW enxerga que os clientes podem ter "medo" de uma manutenção mais cara da sua moto mais "barata".

Para isso, a empresa criou uma tabela de preços sugeridos para as revisões. De acordo com a BMW, as concessionárias não são obrigadas a segui-la, porém, o consumidor poderá utilizar esses valores como base na hora de escolher sua oficina autorizada.

fonte: AutoEsporte